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É uma ilusão a gente achar que “conquistou” alguma coisa. Essa coisa passa. Pra sempre mesmo só existe o conjunto de todas as coisas. As coisas separadas são efêmeras. E não tô falando isso pra querer usar uma palavra “difícil”. Também espero não estar escrevendo isso pra alimentar minha vaidade. É doloroso, pro ego, pensar assim “que nada é pra sempre”. As histórias, os lugares, os amores, as amizades, e tudo o mais. Mas algo me diz que nossa natureza verdadeira vai muito além disso. E todas as vezes em que ouví essa voz, segui minha propria razão.
De tudo isso, alguma coisa permanece. Exatamente aquela única coisa que nunca acaba...
Escrito por le às 19h27
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Já tem algumas semanas que eu quero escrever sobre a atuação de Heath Ledger, em volto do personagem Coringa, onde o mesmo fez da interpretação um ato único e de certa forma assustador, realmente fiquei sem palavras ao final do filme que se mostrou grande.
Chego a me sentir um tanto quanto falso por tentar encontrar palavras de pouco efeito para introduzir um assunto que é indiscutivelmente o centro das atenções.
Alguns bons meses depois, uma série de notícias, campanhas, publicidade e até homenagens e cá estamos, de frente para a besta, constatando o que antes se mostrava um possível sono inconstante para se ratificar como um verdadeiro pesadelo ambulante.
Este tal pesadelo tem nome e é humano. Certo, vamos deixar a sentença no sentido real, por mais difícil que isso seja. O pesadelo TINHA nome e ERA humano. Inevitavelmente, pensei durante horas em como expressaria minha opinião sobre Batman - O Cavaleiro das Trevas sem desmerecer o brilho eminente da produção e, ao mesmo tempo, enaltecer com justiça o ser mitológico Heath Ledger
incrível se dar conta de que, há menos de um ano, Heath Ledger era sim aguardado com expectativa, mas com o "mero" detalhe de que estava vivo. É claro que responsabilizar sua morte pela repercussão de sua atuação seria hipocrisia. No entanto, saber que o dono de tamanha genialidade e ousadia hoje está a sete palmos do chão assusta e o torna ainda mais memorável. Com todo o respeito possível que minha ignorância cinematográfica me permite dizer, o mestre Jack Nicholson deveria lavar a boca ao citar a atuação de Heath Ledger novamente.
Mas afinal, quem era Heath Ledger? O louro teen que as garotas não sabiam o nome do filme da Sessão da Tarde? Ou será aquele do filme dos caubóis gays? Seja lá qual era o estereótipo designado ao ator, Heath foi uma incógnita desde o início, já que não era unanimidade para incorporar a mente sádica do Coringa. Eu mesmo fui radical a ponto de duvidar se o rapaz teria mesmo a audácia de tentar superar um monstro como Nicholson.
Deixemos um pouco Ledger de lado, pois seu nome ainda será levado às alturas nos parágrafos que virão a seguir. Vejamos a história de O Cavaleiro das Trevas e pensemos o seguinte: a que ponto as adaptações de quadrinhos chegaram? Perceba que digo isso no sentido mais positivo possível. É inacreditável constatar o nível de seriedade e comprometimento por parte de Christopher Nolan, que trabalhou minuciosamente detalhes da história para adequar fielmente os quadrinhos ao cinema. Sábias decisões para o ligamento dos fatos, desde a não exploração da origem do Coringa até situações que descreviam acordos políticos, sentido de coletividade e corrupção. Tudo foi arquitetado conscientemente e fez com que o melhor e o pior de cada personagem fosse extraído no teor exato, escancarando assim suas personalidades, caráteres e ainda suas reações de acordo com o que passavam na trama.
Para uma noção básica do quão grandioso era o envolvimento entre os personagens e suas relações com a trama como um todo, há momentos em que pelo menos cinco personagens se destacam como essenciais em uma determinada cena, fazendo com que a atenção do espectador tenha de ser redobrada para a construção da história.
Para ajudar nesse quesito, parece que tudo conspira a favor de O Cavaleiro das Trevas. Novamente, os elogios são inevitáveis quando o assunto passa a ser os diálogos entre os personagens. Palavras fortes, profundas, objetivas e coerentes que sustentam durante muitos momentos um contexto que vai muito além da cena em questão. Não poderia usar um exemplo mais eficaz senão as falas do sádico Coringa ou do incansável Harvey Dent, que trazem um ar de simplicidade mas, ao mesmo tempo, enriqueciam o conteúdo da narrativa.
Já que peguei o tranco das exaltações, incluo aqui minha reverência ao brilhante Christopher Nolan. Se em Batman Begins o cineasta conseguiu apresentar uma boa impressão da nova franquia, com O Cavaleiro das Trevas Nolan pode se considerar marcado definitivamente como um diretor significativo. Um controle pleno e obscuro que impressiona e cativa do início ao fim, sem qualquer deslize ou exagero e um preciso uso de planos. O tom sombrio e adulto adotado por Nolan faz com que pareça filmes universitário os patéticos Batman Eternamente e Batman & Robin. Talvez esta seriedade seja o caráter mais oportuno para uma franquia como a do Homem-Morcego, assim como buscou Tim Burton com intensidades diferentes. Nolan extrai do público aquilo que se deseja sem fazer nenhum esforço gerando uma mescla de ansiedade, agonia e aflição.
Realmente, não havia como fugir da grande questão, que logo seria comentada. O único motivo que me entristece é saber que este fenômeno entitulado Heath Ledger não pode colher os frutos sádicos e doentios de seu trabalho. Como já havia mencionado antes, considero até um pouco injusto de minha parte não ser capaz de enaltecer de maneira adequada o brilhantismo do ator. Sua performance como Coringa vai além de uma simples caracterização. Ela conceitua um novo tipo de vilão, um renovado significado de herói, um diferente propósito para as autoridades e até mesmo um audacioso e feroz sentimento coletivo de uma cidade. Com o Coringa, Heath Ledger não só impôs uma mente criativa, inteligente e inatingível, como também alterou a simples fórmula herói x vilão para transformá-lo em algo sofisticado e tenebroso. Não há dúvidas: temos em nossa frente o melhor ser antagonista e uma das melhores atuações dos últimos tempos, provavelmente o melhor vilão que os filmes de super-heróis já tiveram. Ele sempre será isso tudo e mais aquilo que poderia ter sido. Para o bem ou para o mal, assim nascem os mitos.
Escrito por le às 15h02
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UNIDADE NA DIVERSIDADE
Hoje eu tô me sentindo muito terráqueo. Acho que por ter visto a abertura das Olimpíadas pela manhã, minha sensação de fazer parte da humanidade deu uma aflorada. Emocionante assistir 2008 homens batendo naqueles tambores numa coreografia perfeita. Todo aquele esquema incrível de iluminação e pirotecnia. Isso sem falar nos figurinos, cores e tomadas de filmagem. É incrível o que o homem é capaz de fazer, não é não? Mas também fico me perguntando sobre esse conceito de NAÇÃO. O planeta é composto por diversos povos, e a beleza que existe nas diversas culturas originadas por esses povos é impressionante, além de parecer infinita. Sem essa diversidade, com certeza a vida não teria graça. Mas ao mesmo tempo me incomoda o fato de pensar que pertenço a uma determinada nação, e só. Tenho por mim que esse conceito se torna cada vez mais forte. Tenho por mim que cada vez mais me vejo como TERRÁQUEO, HUMANO, habitante do planeta terra.Distinto como os outros 6 BILHÕES dos meus semelhantes. Vim de São Paulo, Brasil. Porém, não posso me limitar a isso. Preciso saber que lá no Oriente Médio, por exemplo, seus costumes são tomados em volta da religião; que em algumas partes da ásia é mais que forte as tradições de seus antepassados. Por aí vai...
O fato é que: mais do que Brasileiro, sou humano. Por isso já não vejo muito sentido na existência das fronteiras, passaportes e muito menos nos exércitos, questiono até o seguinte: para que servem as bandeiras?
Há uma corrente que vai justamente contra esse tipo de pensamento. Que é a de que o mundo tem que ser "unificado" por um pensamento material. E o padrão que nos tentam impor hoje é o da sociedade de consumo. A triste idéia de globalização, que nada tem a ver com a beleza da diversidade cultural e da união dos povos, mas somente com a intenção de produzir mais para vender mais ao mundo todo. Dinheiro pra gerar mais dinheiro.
Mas nem vale se alarmar com isso. Já que o mundão continua girando, novas almas chegando e os pensamentos em eterna mutação. Isso eu aprendi na vivência de experiência que vão além de tudo isso e torna a imensidão ampla apenas na mente.
Escrito por le às 19h45
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Salve salve semelhantes humanóides desse universo que tão dizendo por aí ser infinito!
Onde nesse exato momento passeia uma borboleta azul à procura do feixe de luz do sol
Estrela central de seu sistema , parte da Via Láctea
Qual a real razão da "perda da atmosfera social",
Existem maneiras de transpor essa lógica?
na minha humilde opinião, prefiro acreditar que sim....
Não sei ao certo qual seria o melhor caminho, ou mesmo se algum caminho seria (ou é ) melhor que outro...
Enquanto isso a NASA garante!
"Com certeza tem água em Marte!"...
Escrito por le às 14h39
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Sete pecados!!!
É aqui que começa a verdade Quando é vista na vasta escuridão Você vai perder a sua E eu posso dar-lhe a minha Portanto, alta e sombria Reflete as palavras que não ousamos falar Até o final da luz Podemos ter feito o nosso tempo
O que você quer é que eu mantivesse afastado
Distorcem quase tudo que eles vêem E deixa o cinzento velho mundo para trás
Portanto ter alguma influência E faze-lá cair sobre mim Olhe para além do parapeito Estamos apenas dispostos há esquecer Podemos pedir ou sorrir
Bem, você disse que ia me classificar para fora Manifestações de medo e de dúvida Esqueci-me apenas que eu costumava ser Portanto, agora algures entre um sonho E a rotina do dia a dia Aponta para o meu coração
O que você deseja para livrasse do anseio Esqueceu sua mente e fechou os olhos para que você possa ver
Para todos os estranhos que você nunca cumprimenta Novos amores e esquecer alguns Basta realizar para amanhã
Então agora Como fica todos nós, obviamente Os corações Que gravam uma marca do novo começo Permita que nunca as lágrima nos diferenciem
E quando algum dia Estamos no frio Aqui está um arremedo Podemos assim esperar Receber uma proposta E colocá-la em seu coração Para mim
Então agora eu passo E se em frente segue Tratasse ferido apenas para dar-lhe uma hipótese e ganhe Esqueça que você está concebido para ser
O que você queira ter e fazer Eu aposto que você tende afazer em meia tão boa como eu Quando é que é mais longo Alguns iriam viver por você aposto Por isso, mantenha para amanhã É aqui que começa a verdade Por mais de sete pecados capitais Você vai perder o seu
Escrito por le às 18h02
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aaaaaaaaaahhhhhhhhhhh!!!!!!!!
Por que eu deveria esperar até amanhã É já, que eu já vi toda a tristeza que não está aqui Vou roubar ou mendigar ou pedir emprestado Mantenha a mais rigorosa de todas que a tristeza tenta ir
Ah, e se eu mudar e sintonizar Talvez você não será obrigada a fazer E eu não serei obrigado a fazer E nós não seremos obrigado a...
Se você tem de mendigar, roubar ou pedir emprestado Para realizar a mais rigorosa de todas que a tristeza tenta ir
E se eu mudar e sintonizar Eles pensarão que ela vai ser mais feliz Num mundo em que se transformam gelo em estrelas Que uma vida em Marte
Eu não posso esperar até amanhã Não que eu já tenha sido, já vi tudo o que eu precisava ver
Eles vão dizer-lhe alguma coisa (Eles vão dizer-lhe alguma coisa)
Basta para que você saiba se encontrar Todos vão dizer-lhes alguma coisa (Nada) Você disse-lhes tudo Você acaba de se demasiado longe (Tomadas, demasiado muito perto de mim)
Que uma vida em Marte
O cineminha que ainda me traz belas surpresas!!!!!
Wall-E possui ambição narrativa digna de grandes filmes, o que fica muito claro nos primeiros quarenta e cinco minutos de projeção. Durante todo este tempo, os diálogos simplesmente não existem.Como se pode perceber, Wall-E é, acima de tudo, uma história de amor. E, o mais impressionante, uma história de amor belíssima, construída com sensibilidade e sentimentos reais, apesar da natureza dos personagens. O relacionamento entre os dois robôs é tocante e convincente, permeado por uma série de cenas que já nascem clássicas, como a maravilhosa dança em volta da nave e o olhar centrado descobridor da beleza e sentido da “vida”.
Mas as qualidades não param por aí. A produção é repleta de referências culturais – algumas sutis, outras nem tanto – que certamente passarão despercebidas aos olhares dos pequenos. O piloto automático da nave, por exemplo, é uma homenagem direta ao Hal de 2001 – Uma Odisséia no Espaço. O filme de Kubrick, aliás, aparece diversas outras vezes, como na hilária utilização da clássica Assim Falou Zaratustra. Há, também, referências mais diretas, como ao musical Alô, Dolly, de 1969, e utilizações de diversas músicas que normalmente não se esperaria encontrar em um filme dessa natureza. Se formos um pouco além, uma das principais mensagens de Wall-E remete ao mito da caverna, de Platão, quando os obesos humanos descobrem que existe muito mais do que a vida que viviam até então.
Por mais que existam inúmeros atrativos para os adultos, Wall-E ainda precisa falar com as crianças, e é exatamente quando começa a ação no espaço que perde um pouco sua genialidade. Ainda que os momentos de correria na nave sejam ótimos e impecavelmente realizados, Wall-E deixa de lado parte do seu brilhantismo e unicidade ao cair no lugar-comum das produções do gênero. Da mesma forma, é difícil entender a opção de Stanton em utilizar tanto pessoas reais quanto pessoas em desenho. Há, certamente, uma intenção (mostrar que no futuro viramos caricaturas de nós mesmos?), mas a escolha soa, no mínimo, gratuita.
No entanto, isto é pouco, muito pouco, perto da genialidade de Wall-E. Com uma combinação perfeita entre o aspecto visual e a história, o filme não é somente uma animação, mas uma comédia engraçada, um romance cativante, um drama emotivo e uma ficção-científica reflexiva. São quase duas horas de magia, que revelam uma agradável surpresa quando se descobre que o filme com mais coração do ano é sobre personagens feitos de lata.
Escrito por le às 13h25
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que chatooooooooooo!!!!!
Só coisas legais, que não necessariamente signifiquem boas........
Tentando ser aquilo que nada de encontro certo do essencial se dividir.
Haver questionamento da dedução propriamente dita.
Conseqüências que não me lembro fazer do ato.
Certa ausência das minhas próprias convicções,
representativas e condizentes com o dito e sentido.
Passagem por esse plano pra saber o que é bom e ter que provar do ruim...
Escrito por le às 20h32
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Vivência que eu invejo!!!!!!!rsrs
Clarah Averbuck, escritora e cantora underground, conta a ótima história no dia que foi atrás dos Strokes e encontrou o Libertines.

“No dia 28 de agosto de 2001, depois de ver um show maravilhoso dos Strokes em Liverpool, o primeiro depois do lançamento do “Is This It” –Deus, faz muito tempo–, me vi na rua, sem muito dinheiro e sem a opção de pegar um trem de volta para Londres até as 6 da manhã. Enquanto eu resmungava, chegou esse moço bonito (como todos os ingleses) e me salvou dizendo “let’s go to uncle Phil’s house”, como se fosse uma coisa supernormal ficar indo para casas de Uncle Phils por aí. Perguntei quem diabos era uncle Phil. Ele apontou para outro menino, que estava acompanhado de uma garota muito simpática, e disse “his Uncle Phil”. Eu não tinha exatamente uma opção, e, depois de emprestar minha camiseta onde se lia “bad kitty” para o moço bonito que tremia de frio, pegamos um táxi e fomos para a casa do uncle Phil (”Quando ele abrir a porta, todo mundo grita “UNCLE PHIL” e o abraça, OK?”, disse Peter, tentando amenizar o fato de que eram três da manhã e que fazia dois anos que ele não via o uncle Phil), um senhor careca e bonachão com um sotaque fortíssimo de Liverpool. Eu mal entendia o que ele dizia. Eles todos eram muito legais, especialmente Francesca, a mulher de Peter, que era o sobrinho do uncle Phil. Nos divertimos horrores, fomos ver os cavalos (eu não queria ver os malditos cavalos, estava frio e eu estava cansada e emocionada, mas encheram o saco) e conversamos muito e dormimos espalhados pela sala e passeamos em Liverpool no outro dia e voltamos para Londres à noite. Na verdade, voltamos com certa dificuldade, porque eles não tinham bilhetes de trem e nós fomos expulsos pelo homem rude. Acabei resolvendo o problema com a lábia brasileira que os ingleses nem sonham em ter, e os três ficaram muito felizes, e eu também fiquei muito feliz por conseguir ajudar, poxa, eles me salvaram de ficar no meio da rua abandonada sozinha no frio e me levaram para uma casa quentinha. Chegando em Londres, eu não tinha para onde ir e não tinha mais nenhum dinheiro. De novo eles me salvaram: Peter e Francesca me abrigaram, mas só por aquela noite, porque estavam sendo despejados. Eu queria ajudar, mas não deu. Então, depois de dois dias inteiros juntos, nos separamos. Fui embora enquanto eles encaixotavam coisas. Triste. Tentei mandar e-mails para Francesca, mas acho que ela não é muito nerd ou simplesmente não ficou a fim de responder. De qualquer forma, tenho uma foto dela na parede do meu quarto. Foi um dos dias mais legais da minha viagem para a Inglaterra. Um detalhe: Peter e Carl tinham uma banda, e Peter nunca parava de dizer que eles eram melhores do que os Strokes e que, se eu fiquei emocionada com aquele show de Liverpool, deveria ouvir a demo deles. Oquei, eu disse. Me mandem. Estou esperando até hoje, mas também, agora não precisar mais. Agora eu já ouvi, droga. O nome da banda é Libertines.”
Colher os frutos plantados na criação do estado que desmistifica todo o processo e progresso tão naturalmente, isso acontece quando nada importa tanto quanto aquilo que hoje encontrasse diante de ti.!!!!!!!!!
Escrito por le às 16h13
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...
Quinta é hoje. Sexta é um dia lindo. Um dia desses, que não era nem quinta nem sexta, eu passava pelo canteiro aqui perto de casa, quando reparei que um senhor observava a paisagem. Não fosse pela quantidade de carros e pessoas indo e vindo num ritmo frenético, aquela cena pareceria menos anormal. Mas me chamou a atenção aquele senhor com o olhar fixo no horizonte, de costas para a cidade, e de frente para o mundo. Dava pra perceber o sorriso leve, de satisfação, que aparecia no canto da sua boca. No seu rosto rolava um ar de ternura. Com os músculos da face relaxados, ele parecia tranqüilo e sereno. Isso tudo eu reparei numa questão de segundos, entre os passos que dei enquanto passava por ele caminhando pelo canteiro. E antes que eu pudesse perceber, uma frase saltou da minha boca em sua direção: “Linda essa vista, né?”
Com muita sabedoria, ele me respondeu: “Quando estamos em paz com nós mesmos, é fácil perceber a beleza em tudo.”
E na certeza de que as palavras são muito limitadas para transmitir as emoções, assim terminou nosso curto, porém cheio de conteúdo, diálogo: “Sem dúvida! Uma ótima tarde!” “Pra você também!”
Escrito por le às 12h59
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Sempre tão simples!!!!!!!!
Viver é sem exagero o único estado válido e busca atravessar dias em encontro com a maravilha de troca de divindade que gera a clarificação de tudo em sua volta, errar é tão bom por que nos da chance de provar ao viver seu clico permanente e de constante direção na contra mão de nossas próprias lamentações e de achar suprimidos apenas por passar sem deixar ou cultivar nem que sejam meros momentos jogados ao vento. A felicidade é a prova de união própria a senti- Lá na maioria das vezes entre a oscilação do julgamento dos atos certos, a vida ainda nem começou e movida pelos nossos passos ou até vezes dita vêem pré estabelecida perante o destino traçada de verdade sempre bela nas entrelinhas.
Movimentos longos e gestos refeitos variam vezes pela lembrança que se perdem e fazem transparecer distância de subconsciente nos olhos abertos e de fragilidade em situação do tempo, é no deixar que se encontram resposta de perguntas que não existem e fracassos de passado antecipado e inerente já vivido sempre.
Disfarces e aceitação imposta não justificam a duvida e muito menos ajuda o desamparo que consomem a melancolia, os sentimentos servem de combustível para a máquina vida já tão mal compreendido sem tratamento merecido e questionamento por sua auto definição fere o sentido eloquente que se cansa de ter ainda qualquer questão há ser especificada.
Escrito por le às 17h54
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Erga os olhos!!!!!
Abra a sua janela e deixe o belo luar adentrar seu espectro vital e encontrar a troca do valor absoluto da união vista sobre a forma majestosa que manifesta a razão de tudo isso, saber abrir os braços e acolher experiências com a mente que desenvolve a sabedoria, o simples esticar das mãos em direção representa a ligação por si só.
A lua cheia preenchida e apresentada aos nossos olhos muito mais que mergulhados na noite sentimos estar, que reflete no estado completo de seu ciclo a infindável beleza. O domínio e as conquistas não cabem tamanha insignificância perante a tudo visto em uma noite repleta de harmonia onde o barulho inabalável cerdado por si só não aflige a grandeza do astro feito luz que faz aflorar a vida.
Escrito por le às 19h58
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Seu sentido é aqui!!!!!!!!
“E quando o sol invadi os olhos é só pra ti lembrar... que o bom da vida não tem preço que hora de acordar”
Eis o imprevisível é capaz de considerar simultaneamente todos os cálculos, lados da questão e pontos de vista - sem se comprometer com nenhum deles. Inconstante e tem uma extraordinária capacidade de adaptação, bem como facilidade em mudar e modula-se conforme os meios e circunstâncias. Contanto que coincidam com suas preferências, as suas atividades são exercidas com prazer e competência volta à curva do tradicionalismo sobre qualquer controle.
Vai além da questão de entrar na distancia de reconhecer aonde chegar, aderir idéias novas sem mudar de opinião
Com os olhos totalmente voltados para o mundo material, a civilização humana perde-se em sentimentos impulsionados pelo desejo e a vaidade. Chegamos a um ponto onde a política, a burocracia e o pensamento simplesmente racional já não são suficientes para conduzir essa civilização a um estado de harmonia. Ao se dar conta de uma realidade maior, de um plano onde o desejo e a vaidade já não fazem mais sentido, e o amor flui entre tudo o que é "matéria" (na verdade não sólida, mas sútil) cada ser humano despertará em sí a consciência de que somos cada um(eu, você, as árvores, as pedras, o ar, o cachorro, a tela do computador) uma parte de um grande todo sem começo nem fim, que vive apenas sobre uma unica e simples regra harmônica.
Escrito por le às 17h29
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Santa ignorância!!!!!!!!!
Há duas semanas foram intensificados os confrontos entre a organização extremista Hezbollah e as forças armadas de Israel. De um lado uma organização extremista que luta há algumas décadas, de maneira sangrenta, pelos seus ideais religiosos, utilizando-se, várias vezes, do terrorismo para tanto. Do outro lado o único país realmente rico e desenvolvido do oriente médio (não incluamos a Arábia Saudita aqui. Lá, como no Brasil, só os ricos são ricos) apoiado e patrocinado pela maior potência bélica, financeira e energética do mundo e seus governantes, os maiores terroristas da história. O que se vê é a ignorância se propagando. Uns matam em nome de seu Deus (Deus?). Outros revidam em nome de seu Deus, da supremacia no oriente médio, e do comércio rentável de armas. Mentiras e mais mentiras. Jornais pelo mundo cobrindo de maneira “ética” o confronto, não mencionando detalhes importantes, e lançando notícias de maneira tendenciosa favorecendo aos que realmente lucram com tudo isso. Por enquanto a guerra é lá, onde se encontram as maiores reservas de petróleo e combustíveis fosseis do mundo. Os combustíveis que movem a civilização atual. Daqui a poucos anos será logo ali, na Amazônia, onde está a maior bacia hidrográfica do mundo. E pra que serve uma bacia hidrográfica? Simples. Água!!! O combustível sem o qual o ser humano não vive. Não duvide, tropas estrangeiras já se encontram em território Colombiano, esperando a sua vez de atacar. Mais uma vez insistimos: a civilização humana não está “a beira de...” , ela já se encontra realmente em um COLAPSO. A mudança de raciocínio é urgente se quisermos continuar vivos sobre esse planeta. Tudo o que consideramos primordial a nossa existência deve ser reavaliado. Nossas relações, entre nós e a natureza que nos cerca, devem ser totalmente reconsideradas. Não percamos nunca a esperança. A paz não é um objetivo, é um estado no qual já nos encontramos.
Escrito por le às 15h11
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Falando um pouco do que eu gosto!!!!!!rs
Lamentei a morte de Charlton Heston, mítico astro da fase "épica" de Hollywood. Elogio o ator, e sua carreira pontuada por clássicos como Os Dez Mandamentos, Ben-Hur, O Planeta dos Macacos e El Cid. Li algumas criticas em razão que um dia Charlton foi presidente da National Rifle Association, uma organização a favor das armas de fogo. Como eu podia elogiar um cara que “... foi espinafrado pelo diretor Michael Moore em Tiros em Columbine...". me pergunto: será que é possível separar o profissional do homem, o artista, artífice, do cidadão? O gênio do canalha?
Stanley Kubrick nunca seria indicado a um prêmio Nobel da paz. O homem era um monstro em todos os sentidos possíveis da palavra. Criou filmes que estão sempre nas listas dos melhores de todos os tempos, mas ao mesmo tempo era um carrasco, marrento, intransigente, cruel. "Não é preciso ser um cara legal para ser talentoso. Stanley Kubrick é um merda talentoso" diria Kirk Douglas a quem Kubrick dirigira em Spartacus. Malcolm McDowell, o astro de Laranja Mecânica, resumiria bem a questão: "Eu o amava, e o odiava também". Será que é preciso ter bom caráter para ser um gênio?
O diretor Elia Kazan foi ao mesmo tempo um perseguidor e um perseguido. No começo de carreira dirigiu uma série de filmes-denúncia. Contra as falhas da justiça (O Justiceiro), contra o preconceito (O Que a Carne Herda) e contra o anti-semitismo (A Luz é para Todos). Porém, no auge do macartismo (época em que o governo americano decidiu mandar pro xilindró qualquer simpatizante do comunismo) Kazan entregou o nome de um monte de comunas, entre eles o do amigo Arthur Miller. Sim, Kazan foi um traíra de primeira. Mas foi também o diretor de dois filmaços, dois clássicos que apresentariam ao mundo ninguém menos que Marlon Brando: Uma Rua Chamada Pecado e Sindicato de Ladrões (fantástico). Além de ter sido um dos fundadores do Actor's Studios. Quem entende um pouquinho de cinema sabe do que estou falando. O que ficou realmente? O mau, o péssimo exemplo da vida pessoal ou o legado artístico deixado pelo cineasta?
A filmografia de Roman Polanski é inatacável: Repulsa ao Sexo, A Dança dos Vampiros, O Bebê de Rosemary, Chinatown, Tess, O Pianista... isso pra citar só as produções mais célebres. Um dos grandes diretores da história? Ninguém duvida. Porém, em 1978, durante uma festa na mansão do chapa Jack Nicholson, Roman embebedou e depois traçou uma menina de 13 anos. Não é à toa que desde então o cineasta vive exilado na Europa. Se o malandro colocar o dedo mindinho em território americano já era, é cana, cana dura. Mesmo a moça, hoje uma senhora de respeito, o tendo perdoado da burrada. Polanski não pôde sequer ir buscar seu Oscar de melhor diretor por O Pianista. E aí, o que vale mais? A obra ou o homem?
Os (mau) exemplos são infinitos. Nos anos 70 Martin Scorsese só trabalhava movido a quilos de cocaína (fornecida pelo próprio estúdio, aliás), Francis Ford Coppola, auto-definido como o "novo Michelangelo", nos sets de Apocalipse Now demitia membros da equipe só por não gostar da cara do sujeito, fumava tanta maconha que a United Artists, produtora do filme, fez um seguro de vida pro diretor, assim caso ele batesse as botas o prejuízo não seria assim tão grande. E olha que só citei os diretores, quando se trata dos atores a coisa piora consideravelmente.Todo mundo pisa na bola toda hora.
“Eu teria algumas coisas pra citar do Chaplin mais a minha adoração por ele não permite”
A dualidade é parte da natureza humana. Inquestionável. John Lennon dizia que todos temos Hitlers e Ghandis dentro de nós. Pode-se condenar o homem? Sim, pode-se, mas quem tem moral para fazer julgamentos morais? Eu, Você, Nós? Acho que ninguém. Condenar a obra... ok... direito válido, o artista sobe no palco preparado para aplausos ou vaias. Agora, condenações éticas ou morais é outro papo. Papo muito sério. Renato Russo escrevia canções de amor, tristes e belas, belíssimas. Assumida sua homossexualidade ficou-se sabendo que tais canções não eram escritas para namoradinhas meigas e delicadas como todo mundo imaginava e sim para marmanjos barbudos e marombados. Bem, ninguém deixou de ouvir a Legião Urbana por causa disso. As canções continuam belas. É coisa pra se pensar. A vida particular do artista interfere na obra? O que ele faz longe dos holofotes é problema nosso? Lá em cima falei sobre Charlton Heston. O ator que segundo a visão de Michael Moore (diretor que, aliás, acabou de ser indiciado por apresentar fatos forjados em seu último filme S.O.S. Saúde) era um dos responsáveis pela violência nos EUA, um péssimo exemplo de homem público. Porém Heston foi também um ferrenho defensor da igualdade racial ao lado de ninguém menos que Martin Luther King, presidiu o Sindicatos dos Atores de Hollywood conquistando avanços importantes para os artistas que não eram astros como ele e em 1965 devolveu todo seu salário aos produtores para que o diretor Sam Peckinpah pudesse concluir o filme "Juramento de Vingança", cujo orçamento estourara. Charlton Heston, herói ou vilão? Os dois. Como todos nós.
Escrito por le às 19h20
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Depois de um pouco de vinho!!!!!!!!!
Salve salve camaradas e espectro-camaradas (que não deixam de ser camaradas) de todo o universo!
O homem cria palavras e conceitos pra explicar e entender a natureza e tudo o que o cerca, quando na verdade o verdadeiro entendimento não se cria tão somente de dentro pra fora (já que não temos nós humanóides - pelo menos não nesse plano - a frequência exata de conexão com o todo), e nem tão somente de fora pra dentro, já que essa conexão pressupõe um igual potencial de sintonia entre ambas as partes (homem x tudo o que o cerca), já que em síntese são o mesmo.
A partir do momento que se criou o conceito de fronteira, uma porção de outros conceitos foram e ainda são criados na esteira de interesses particulares, ou coletivos de grupos particulares, que acabaram (e acabam) por influenciar ações catastróficas. Uma pena ainda existirem defensores do racismo, xenofobia, guerra e tudo o mais que diferencie a importância e valores de diferentes pessoas, seres ou lugares. ensinar e aprender com as maravilhas dos diferentes lugares e diferentes pessoas e seres que encontra por aí.Fronteiras quebradas sem limites à expansão do amor!
Escrito por le às 10h15
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